Letras da Azul Turquesa
Poema Fúnebre É uma pena Quem para e pensa Acaba sofrendo a pena De uma sentença Semeado em saraiva E terra tenra O brilho do broto descansa em dor plena Como se o sol desaparecesse as dezessete e cinquenta E a lua tomasse a cor sangrenta É noite de Halloween É importante para ti Também para mim Uma vez no ano os mortos saem dos túmulos e pisam nos jardins Do cemitério assim Marchando de porta em porta com um olhar carmesim Tolos aqueles que se amedrontam Com os que aqui já não se encontram Bendito aqueles que os enfrentam E assim espantam Os mortos e mortas das portas É com esse ar febril Com uma canção fúnebre Que reside o covil lapidado em azul anil Talvez não seja necessário Tomar tanto espaço O dia é brilhante e há coisas a fazer Não tem a crer que o tolo sol pode desmerecer Ou entristecer Afinal só os bravos andam no anoitecer E também os atormentad...